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Estudo do Ritual o "menino do Rancho" dos índios Pankararu
Dissertação de Mestrado em Comunicação Rural O estudo foi realizado com o objetivo de avaliar a celebração do ritual indígena o "menino do rancho", na comunidade indígena Pankararu, como uma prática, dentre outras, responsável pela perpetuação da cultura indígena. No estudo sobre rituais destacamos o papel do mito, como agente comunicador formador e/ou transformador de comportamentos. Com base nesse estudo, analisamos a presença do "praiá", reconhecendo sua importância nos rituais e na vida da comunidade, caracterizando os Pankararu, culturalmente diferenciados da nação brasileira. Este trabalho dividiu-se em três partes: na primeira, analisamos os aspectos gerais sobre a área física que estudamos e a comunidade numa perspectiva histórica, ligada às culturas de diferentes grupos indígenas do Nordeste, em diversos locais e momentos. Observamos os conceitos ligados à questão e a atuação como forma de esclarecer as pessoas, a tipologia utilizada no processo comunicacional destes índios. Lidamos com documentos etnográficos e antropológicos para se traçar um perfil do que desejávamos estudar, a questão era situar quem viesse a ler este trabalho. Na segunda parte de nossa dissertação trabalhamos nas concepções teóricas, originando uma técnica que qualifica o mito dentro do processo comunicacional. Consiste essa, em uma vivência dentro da área indígena, observando e analisando o indivíduo-índio, onde este faz uma "viagem"ao encontro de uma situação hipotética, temida e adorada: O encontro com o mito. Estruturamos nossa técnica em diversas etapas progressivamente levando a constatação de que o processo comunicacional que parte do contato com o mito tem desenvolvido suas etapas no decorrer das mudanças estruturadas e/ou conservadas, por desejo dos encantados representados pelos Praiás. Levantamos nas principais fontes a bibliografia sobre mitos e rituais, realizamos entrevistas com uma parte da comunidade, uma amostra composta de 40 entrevistas gravadas em fitas K-7, com mulheres, homens e crianças, das mais variadas idades, pertencentes à comunidade, de onde efetivamente nunca saíram para residir em outro lugar que não fosse a reserva. Esta escolha, por sua vez, determinou a qualidade e a dinâmica das respostas nas relações com as práticas rituais. Em nossas conversas, os índios relacionaram escolhas preponderantemente relativas à vida na reserva. Constatou-se que as especificidades e a manutenção da cultura se processa através da prática do ritual, garantindo seus direitos por identificarem-se como índios, apesar de tantos anos de contato com a sociedade envolvente. Na análise comunicacional, a passagem de informações entre os encantados (praiás) e a comunidade (índios) é que se estabelece a resposta da troca de informações confirmando que é no processo ritual que se formam os valores e características próprias (dança, organização social, costumes, cultura material, língua) de uma nação, mas é nas práticas rituais que se identifica os Pankararu como índios. |
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