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INTERCOM 98 XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO Recife, 8 a 12 de setembro de 1998
GT: TEORIA DE COMUNICAÇÃO O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE NO ENSINO DA COMUNICAÇÃO Betania Maciel de Araújo Doutoranda em Comunicação Social - UMESP
INTRODUÇÃO Este trabalho é um convite a leitura de Paulo Freire, dirigido principalmente aos estudiosos da comunicação ou às pessoas que se interessam em aprofundar a síntese do pensamento comunicacional do autor. Com esse pensamento, procuramos desenvolver o estudo, não deixando de relacioná-lo com o contexto histórico e a vida do autor, elementos indissociáveis à compreensão de sua enorme participação histórica que tanto contribuiu e contribui com a utilização de um método, que parte da prática de vitórias e derrotas em que se aprende com a própria vida. Sua filosofia educacional, no entanto, encontrou resistência junto às classes dominantes de seu país, embora se tenha difundido em toda a América Latina, na África e também em nações altamente desenvolvidas. 1. BIOGRAFIA Paulo Freire Reglus Neves Freire, nasceu no dia 19 de setembro de 1021, em Recife, no Bairro de Casa Amarela, no número 724 da estrada do Encanamento. Falecendo em 2 de maio de 1997 na cidade de São Paulo. Filho de Joaquim Temístocles Freire, nascido no Rio Grande do Norte, sargento do exército e de Edeltrudes Neves Freire, dona de casa, bordadeira, nascida em Pernambuco. Seu pai era espírita, falava muito bem o francês, embora tenha completado apenas o antigo ginasial, sua mãe 10 anos mais jovem, dedicava-se à administração do lar. Ambos pertencentes a cultura patriarcal e machista do Nordeste no início do século. Paulo Freire era o caçula de uma família de quatro irmãos, dois dos quais morreram sem que ele os tivesse conhecido. Seu nome foi invenção do pai. Deveria der Re-gu-lus, mas naquele tempo devido a precariedade de quem prestava serviços em cartório, houve erro, sendo registrado como Reglus. Mas, já na adolescência ficou conhecido como Paulo Freire.
2. RECIFE NOS ANOS 60 No dia 1.º de abril de 1964, a sede do Movimento de Cultura Popular do Recife foi invadida por militares e não sobrou uma folha de papel para contar história. Todos os livros foram queimados, de Monteiro Lobato aos clássicos da historiografia da coleção "Brasiliana". Era o fim da primeira aplicação em massa do método Paulo Freire. Durou três anos – de 1961 a 1964, quando os militares depuseram o presidente João Goulart. Recife tinha também um prefeito de esquerda, Miguel Arraes, eleito em 1960 pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro). No Estado, havia a euforia das Ligas Camponesas, criadas em 1955 para lutar pela reforma agrária.. Inebriada pela Revolução Cubana (1959), na qual comunistas derrotaram latifundiários da cana similares àqueles pernambucanos, a esquerda brasileira imaginava que a revolução estava prestes a estourar – e tudo partiria de Recife. Segundo João Francisco de Souza, diretor do Centro de Educação da UFPE e autor de uma tese sobre educação no Estado entre 1958 e 1964, "Pernambuco era um Mouscouzinho à época. Todo mundo tinha certeza de que a revolução ia acontecer no dia seguinte". Um ano antes de ser anistiado, Paulo Freire havia sido convidado a retornar ao Brasil para participar do 1.º Seminário de Educação Brasileira, mas, uma vez mais, seu passaporte lhe foi negado. Por ocasião desse seminário, realizado em Campinas, seus organizadores, driblando a censura, apresentaram, a uma audi6encia de 800 educadores, uma mensagem gravada pelo telefone. Ela, Paulo Freire fala da saudade enorme, grandona, do Brasil gostoso, cheiroso, do qual estava distante, mas distante do qual também nunca estivera
3. A INFLUÊNCIA LITERÁRIA As idéias de Paulo Freire vão ganhando radicalidade alimentada pelos quadros de referência da literatura marxista tão presentes em Pedagogia do Oprimido e que foram incorporadas ao pensamento. Para se ter uma idéia, neste livro, a bibliografia passou a incorporar Hegel, Marx, Engels, Lênin, Fromm, Sartre, Marcuse, Fanon, Memmi, Lukács, Debray, Freyer, Kosik, Goldmamm e Althusser, além de Mao-Tsé-Tung, Fidel Castro, Ernesto Guevara e Camilo Torres. (1977, Pátio , ano I, n.º 2)
4. A SÍNTESE DO PENSAMENTO COMUNICACIONAL o pensamento de Paulo Freire é sem dúvida alguma de um educador humanista e militante, a educação vista como parte de um contexto concreto para responder as necessidades do cidadão. O livro que nos mostra de forma clara o seu pensamento: "Educação como prática da liberdade", nele o autor procura mostrar que nas sociedades em trânsito, o papel da educação do ponto de vista do oprimido, a possibilidade da construção de uma sociedade democrática ou melhor uma "sociedade aberta". Visualiza o processo de desenvolvimento econômico e a superação da cultura colonial nessas sociedades. No seu pensamento essas sociedades não podem ser construídas pela elite por lhe faltarem bases para reconhecer as necessidades de uma reforma, no entanto ele entrega essas idéias às massas, a qual só através das lutas e movimentos de conscientização populares poderiam encontrar a hegemonia, operando as mudanças. Nesse processo de conscientização é que encontra-se a educação e a comunicação como forma de emancipação das classes oprimidas. A educação através de um método de alfabetização de adultos proposto pelo educador nos anos 60 durante sua atividade no "Movimento de Cultura Popular do Recife". Tem a vantagem de ser fácil e simples. Celso Beisiegel diz Freire "tinha a intenção de adequar o processo educativo as características do meio", o que não significa uma novidade em termos pedagógicos, mas cuja importância reside na descoberta do "modo de realizar essa associação, necessariamente, como característica intrínseca do processo educativo", Paulo Freire adota como fundamento a relação entre o processo educativo e o meio social de quem aprende a ler e escrever. Com isso, a alfabetização no Brasil passa a ser vista de outra perspectiva. Como considera o contexto da aprendizagem, dispensa, na prática, as cartilhas de massa. O diálogo é o procedimento principal, na visão de Sérgio Hadad, secretário executivo da ONG Ação Educativa e professor da Pós-graduação em história e filosofia da educação na PUC/SP, e a conscientização é o conceito central do método freiriano, uma vez que considera a educação um ato de conhecimento que conduz à libertação do sujeito alfabetizando o oprimido socialmente. A comunicação dialógica como forma de manter a consciência transitiva crítica, entendendo-a como a consciência articulada com a práxis. Para ele, para se chegar essa consciência, que é ao mesmo tempo desafiadora e transformadora, são imprescindíveis o diálogo crítico, a fala e a convivência. Aí se encontra a chave para entender o pensamento comunicacional de Paulo Freire, ou seja, o diálogo proposto pelas elites é vertical, forma educando-massa, impossibilitando-o de se manifestar. Nesse suposto diálogo, ao educando cabe apenas escutar e obedecer. Para passar da consciência ingênua à consciência crítica, é necessário um grande percurso, no qual o educando rejeita a hospedagem do opressor dentro de si, hospedagem essa que faz com que ele se considere ignorante e incapaz. É o caminho de sua auto-afirmação enquanto indivíduo. Uma das categorias centrais da obra de Paulo Freire era o diálogo. O diálogo não é apenas uma técnica para conseguir melhores resultados, não é uma tática para fazer amigos ou conquistar alunos. Isso não seria diálogo e sim manipulação. Na concepção de Paulo Freire o diálogo faz parte da própria natureza humana. Os seres humanos se constróem em diálogo, pois são essencialmente comunicativos. Não ao progresso humano sem diálogo. Para ele, o momento do diálogo é o momento em que os homens se encontram para transformar a realidade e progredir. Embora no processo de conhecimento haja uma dimensão individual, essa dimensão não é suficiente para explicar todo o processo de conhecimento. Precisamos do outro para conhecer. Conhecer um processo social, e o diálogo é justamente o cimento desse processo. A necessidade do diálogo é a estratégia de ensino. As escolas deveriam ouvir sempre seus alunos a respeito do que lhes é ensinado e fazer avaliações permanentes. O que acontece é justamente o contrário; em geral nunca se pergunta a eles o eu querem aprender. O diálogo faz parte dessa nossa pedagogia dialógico-dialética, que hoje começa a desabrochar na educação em todo o mundo, renovando a prática pedagógica e dando-lhe um sentido moderno e progressista. A partir da tese sobre a relação entre a educação e o processo de humanização, Paulo Freire caracteriza duas concepções opostas de educação: a concepção "bancária"e a concepção "problematizadora". Na concepção bancária (burguesa), o educador é o que sabe e os educandos, os que não sabem; o educador é o que pensa e os educandos, os pensados; o educador é o que diz a palavra e os educandos, os que escutam docilmente; o educador é que prescreve sua opção e os educandos jamais são ouvidos nessa escolha e se acomodam a ela; o educador escolhe o conteúdo programático e os educandos jamais são ouvidos nessa escolha e se acomodam a ela; o educador identifica a autoridade funcional, que lhe compete, com a autoridade do saber, que se antagoniza com a liberdade dos educandos, pois os educandos devem se adaptar à determinações do educador; e, finalmente, o educador é o sujeito do processo, enquanto os educandos são meros objetos. Na concepção bancária, predominam relações narradoras, dissertadoras. A educação torna-se um ato de depositar (como nos bancos); o "saber" é uma doação, dos que se julgam sábios, aos que nada sabem. A educação bancária tem por finalidade manter a divisão entre os que sabem e os que não sabem, entre oprimidos e opressores. Ela nega a dialogicidade, ao passo que a educação problematizadora (método da problematização) funda-se justamente na relação dialógico-dialética entre educador e educando: ambos aprendem juntos. O diálogo é, portanto, uma exigência existencial, que possibilita a educação e permite ultrapassar o imediatamente vivido. Ultrapassando suas "situações-limites", o educador-educando chega a uma visão totalizante do contexto. Isso deve ocorrer desde a elaboração do programa, dos temas geradores, da apreensão das contradições até a última etapa do desenvolvimento de cada estudo. Para pôr em prática o diálogo, o educador não pode colocar-se na posição ingênua de quem se pretende detentor de todo saber, deve, antes, colocar-se na posição humilde de quem sabe que não sabe tudo, reconhecendo que o analfabeto não é um homem "perdido", fora da realidade, mas alguém que tem toda uma experiência de vida e por isso também é portador de um saber. Num diálogo com Sérgio Guimarães (1991, p.69) , Paulo Freire refere-se `a categoria diálogo não apenas como método, mas como estratégia para respeitar o saber do aluno que chega à escola, lembrando um fato que ocorreu com ele na periferia de Belo Horizonte, numa comunidade eclesial de base, quando a Secretaria de Educação do estado ali realizava uma ampla consulta chamada Congresso Mineiro de Educação. Nunca nos perguntam sobre o que queremos aprender. Pelo contrário, sempre dizem o que a gente deve estudar", afirmou um dos presentes. E Paulo retrucou: : O que é estudar?" o adolescente que havia falado respondeu: "Em primeiro lugar, não se estuda só na escola, mas no dia-a-dia da gente. "Dois homens", continuou, "iam numa camioneta carregando frutas. De repente se defrontaram com um atoleiro. O que dirigia parou a camioneta. Desceram os dois. Tentaram conhecer melhor a situação. Atravessaram o atoleiro pisando de leve o chão sob a lama. Depois discutiram um pouco. Juntaram pedaços de galhos secos e pedras com os quais forraram o chão. Finalmente atravessaram sem dificuldade o atoleiro. Aqueles homens estudaram", disse ele. Estudar é isso também. A partir dessa fala, outros participantes criticaram a escola por não chamar a atençào para os direitos dos trabalhadores. O importante, concluiu Paulo Freire, é a comprovação de que os alunos, quando chegam à escola, também tem o que dizer, e não apenas o que escutar. Lino Macedo, professor de psicologia da USP, diz Qual "a grande sacada do método de Paulo Freire é a partir do fator que impediu o sujeito de ser alfabetizado e não mais somente do nível técnico de conhecimento dele". Especificamente o método parte de uma pesquisa do universo vocabular do grupo de alfabetizandos para selecionar situações-problema que servem de instrumento de discussão da realidade. Apresenta imagens ligadas a essa realidade. A metodologia pode ser sintetizada, em linhas gerais, por meio do mais do que conhecido exemplo de alfabetizar usando a palavra geradora "tijolo". O educador apresenta ao grupo uma imagem de uma construção em que aparecem em destaque o objeto tijolo e a palavra "tijolo". O alfabetizando visualiza a palavra em sílabas (ta-te-ti-to-tu/já-je-ji-jo-ju) e passa a recombiná-las em outras palavras como luta, lajota, jato, juta, lote. Dessa forma não se pode pensar educação de adulto sem diálogo, desvinculada do que a profissão exige. Daí a tarefa de educar ser política e dialógica. Esquema do diálogo A com B = comunicação ® A com B = incomunicação ® ¬ Relação de "simpatia" entre os pólos, em busca de algo.
Esquema do antidiálogo
A ¯ sobreB = comunicado Matriz = sem amor, sem humildade, sem esperança, sem fé, acrítica. Relação de "simpatia" rompida
PauloFreire acha que é muito mais cômodo, para um educador, ser autoritário, porque a prepotência não exige competência ou respeito e dispensa explicações
Augusto Boal (Centro do Teatro do Oprimido) Assim são os gênios: descobrem ou inventam o óbvio que ninguém enxergou. Assim aconteceu com Paulo Freire: descobriu que o "vovô absolutamente não viu o ovo", nem a "vovó viu ave coisa nenhuma", mas, ao contrário – com certeza certa! – o pedreiro viu a pedra, a cozinheira, o feijão, o lavrador, a enxada. E o operário e o camponês não viam o salário, as férias, o direito à escolaridade dos filhos. O faminto, a hora de comer. Assim, apesar de vovôs e vovós das antigas cartilhas serem dignos de todo respeito, o camponês precisa saber como se escreve o nome da foice que lavra a terra, o pedreiro o nome do tijolo com que constrói a casa, a cozinheira os nomes que condimenta o feijão. E, assim desenhando em letras e palavras a dor que o pobre sentia na carne – mas sem esquecer os desenhos do sonho e da esperança! -, Paulo Freire inventou um método, o seu, o nosso , o método que ensina ao analfabeto que ele é perfeitamente alfabetizado nas linguagens da vida, do trabalho, do sofrimento, da luta, e só lhe falta aprender a traduzir em traços, no papel. Maiêutico, socrático, Paulo Freire ajuda o cidadão a descobrir, por si o que faz dentro de si. E, nesse processo, aprendem o professor e o aluno. " A um camponês ensinei como se escreve a palavra arado; e ele me ensinou como usá-lo!", disse um professor rural. Só é possível ensinar alguma coisa a alguém que, a nós, alguma coisa ensina. O ensino é um processo transitivo – diz o nosso mestre - , um diálogo como deveriam ser diálogos em todas as relações humanas: homens e mulheres, negros e brancos, classes e classes, países e países. Mas sabemos que esses diálogos – se não forem carinhosamente cuidados, ou energicamente exigidos – bem cedo se transformam em monólogos, em que apenas um dos "interlocutores" tem direito a palavra: um sexo, uma classe, uma raça, um conjunto de países. E os outros são reduzidos ao silêncio, à obediência: são os oprimidos. E esse é o conceito Paulo Freiriano de opressão: o diálogo que se transforma em monólogo. Paulo Freire, de certa forma, descomplicou o ensino. Embora Deus nada lhe tenha perguntado – isso , ao que consta oficialmente, mas no íntimo estou convencida, de que perguntou, sim! -, ele criou alguma coisa mais simples, mis humana do que as complicadas formas autoritárias de ensino que obstacularizam o aprendiz. Com Paulo Freire aprendemos a aprender. No seu método, além de aprender a ler e escrever, aprende-se a conhecer e a respeitar a alteridade, o outro, o diferente. Meu semelhante a mim se assemelha. Dialogando aprendemos, ganhamos os dois, o professor e o aluno, pois que alunos somos todos e professores. Existe por que Existem. Para que escreva em uma página branca é necessário um lápis negro. Para que eu seja, é preciso que sejam.
Carlos Rodrigues Brandão (1987, em uma entrevista à revista Educação em Revista). Paulo Freire passou a vida inteira dizendo três coisas, mas ele conseguiu dizer de uma tal maneira que, de repente você lê e diz. Puxa, aqui está alguém que disse alguma coisa diferente. José Marques de Melo As idéias de Paulo Freire ganharam dimensão universal, sendo pensadas, discutidas, aplicadas e experimentadas em quase todos países do Terceiro Mundo. Se elas têm na educação popular o seu núcleo referencial básico, não se pode ignorar que também repercutem em outros campos. Muitos analistas identificam no pensamento de Paulo Freire as raízes mais próximas da Teologia da Libertação. E é ele também o inspirador de muitas das práticas de comunicação alternativa que ocorrem nas áreas periféricas da América Latina. Pedro Jacobi A referência fundamental do trabalho de Paulo Freire é a capacidade de incluir os excluídos no contexto de uma sociedade mais democrática. Era uma pessoa que tinha um profundo respeito até pelas pessoas que discordavam dele. Dom Paulo Evaristo Arns Foi sem dúvida, o pedagogo mais importante de nossa história contemporânea, com sua pedagogia do oprimido. A ele devemos a grande esperança de encontrar um caminho próprio para a formação de nossas crianças e juventude. Marco Maciel Paulo Freire foi um apóstolo da educação. Dedicou sua vida, como um sacerdócio, à universalização do acesso à educação, sem a qual não há cidadania. Como pernambucano, seu amigo e admirador, testemunhei desde o início, seu trabalho a um só tempo ousado e inovador no campo pedagógico, voltado para assegurar a todos a plena participação numa sociedade verdadeiramente democrática.
6 . BIBLIOGRAFIA
1 FREIRE, Paulo "Educação como prática da Liberdade. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1967. 2 ____________ "Extensão ou Comunicação?" Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1974 3 ____________ "Educación para el cambio social. Buenos Aires, Tierra Nueva, 1974. 4 ____________ "Essa escola chamada vida". São Paulo, Ática, 1985. Em co-autoria com Frei Betto. 5 LIMA, Venício Artur de. Comunicação e Cultura; as idéias de Paulo Freire. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981. 6 MELO, José Marques de. "A comunicação na pedagogia de Paulo Freire". In: Comunicação e Libertação. Petrópolis, Vozes, 1981. P. 23-51. 7 "Quem tem medo de Paulo Freire?" O Pasquim. Rio de Janeiro, 498:8-9, 12-18 jan. 1979. |
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